Portugal assinalou, a 7 de maio, o chamado Dia da Sobrecarga do Planeta, a data que marca o momento em que o país esgota os recursos naturais que, em teoria, teria disponíveis para todo o ano. A partir deste dia, Portugal passou a viver em défice ecológico, consumindo mais recursos do que aqueles que os ecossistemas conseguem regenerar no mesmo período.
De acordo com os dados da Global Footprint Network, se toda a humanidade consumisse ao ritmo de Portugal, seriam necessários cerca de 2,9 planetas para sustentar esse modelo de vida. Apesar de a data representar uma ligeira melhoria face a 2025, quando o Dia da Sobrecarga ocorreu a 5 de maio, o resultado continua a evidenciar a forte pressão exercida pelos atuais padrões de produção e consumo sobre os recursos naturais.
O Dia da Sobrecarga do Planeta não significa que os recursos deixem de existir a partir desta data, mas sim que a procura anual por recursos e serviços ecológicos ultrapassa a capacidade de regeneração da natureza. Este défice mantém-se através da exploração de recursos naturais e da acumulação de impactos ambientais, nomeadamente emissões de dióxido de carbono superiores à capacidade de absorção dos ecossistemas.
A antecipação desta data no calendário é um sinal de alerta para a necessidade de acelerar a transição para modelos económicos mais sustentáveis, circulares e regenerativos. Reduzir o desperdício, prolongar o ciclo de vida dos materiais, promover a reutilização, melhorar a eficiência no uso de recursos e reforçar a valorização de resíduos são algumas das respostas essenciais para diminuir a pressão sobre o planeta.




